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Mostrando postagens de fevereiro, 2025

Gerações z, Alfa e Beta: frágeis filhos da tecnologia

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Os jovens e crianças nascidos dos anos 1997 para cá são as gerações nascidas entre a transição do mundo analógico para digital. Têm um olhar sobre o mundo que os cerca a partir do conteúdo que absorvem através das redes sociais e inúmeros aplicativos que atendem suas necessidades mais prementes. Entendem absolutamente tudo de tudo, muitas vezes de uma maneira superficial, algumas vezes, se aquele assunto lhes traz um interesse mais aprofundado, fazem uma pesquisa um pouco maior e recheiam sua fala com argumentos que aprenderam através das mesmas fontes de consulta. Não saem de casa sem celular, pois não sabem mais se orientar sem ele. Estudam juntos em salas de aula de escola e faculdade, mas, quase não se falam, não se frequentam, pois o mundo virtual é mais perfeito e colorido e eles podem ser donos das situações criadas e vividas por eles mesmos neste ambiente. Cada um cuida de seu mundo virtual com muito cuidado. Cada "like", cada "unfollow" e cada "view...

Gramática existência

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  Vivera até aquele momento uma vida entre vírgulas e pontos quase finais. Não conseguia entender o porquê de uma pessoa tão jovem e tão inteligente não transformar a escrita da sua existência em um texto sem tantas reticências, tantos talvezes. Como pode uma criatura com tantas certezas, com tantas oportunidades ter tantos pontos de interrogação a povoar a sua trajetória? Sentia que não podia mais viver assim, uma vida repleta de lacunas, sem glórias, sem epifania. Precisava e queria partir em busca do ponto de exclamação que faltava para ter seu verdadeiro lugar no mundo! Deixou para trás as certezas que os pontos e vírgulas lhe traziam e caminhou até o som e as cores que as exclamações lhe revelavam. Interrogações e reticências ainda vinham perturbar algumas vezes. Velhos hábitos são difíceis de deixar para trás, porém manteve-se firme e nunca mais voltou ao ponto de partida. No momento do inevitável ponto final ao qual todos nós chegamos um dia, teve a certeza que fizera o melh...

A pessoa na espera

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Todos ou quase todos vivemos à espera. Esperamos o quinto dia útil para receber o salário, esperamos a condução para ir trabalhar, esperamos o sextou todas as semanas, esperamos o domingo para ir a missa, esperamos o telefonema daquela ou daquele que faz o nosso coração e sexo pulsar mais rápido, esperamos ter filhos, esperamos não ter filhos, pois ninguém merece viver nesse planeta do jeito que está, esperamos o calor passar,esperamos o frio passar, as pessoas e animais que amamos falecerem. Esperamos. O tempo todo, a vida toda. Gestamos todos os dias. O dia todo. A vida toda.  Será que algum dia, mesmo, seremos capazes de não esperar e partirmos em busca? Irmos adiante sem só esperar? Só poucos realmente agem. E é na mão destas pessoas que, se pensarmos bem, está os nossos destinos. Se não pararmos de ser a pessoa na espera, nunca conduziremos nossa vida.

Dor de crescimento

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  A menina deixa de ser criança. Dói. Ela não consegue entender porque não pode mais brincar, comer doces e tomar banho de chuva. Há muitos horários, compromissos que ela se esforça loucamente para cumprir. E chora, reclama, tem medo de não fazer novos amigos, mas, também não quer muito saber dos amigos antigos. Um ou outro ela ainda procura. Tem porque tem que escolher uma "profissão", uma " vocação" que a sociedade e os pais não achem que ela vá viver eternamente sem dinheiro para se sustentar. A vocação da menina é sonhar sem pressa, amar e ser amada,e se aconchegar no colinho da família, quando o mundo quiser lhe machucar. Para poder continuar a crescer sem dor, aprende que muitas vezes, máscaras são necessárias. Então ela coloca a máscara daquela que vai com medo mesmo e sai pela porta a fora, com seu cabelo comprido ondulando pelas costas.

Mais mês do que dinheiro

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O bolso furou. O dinheiro acabou 😢 Todo brasileiro assalariado sofre de um problema crônico, principalmente, no início do ano: o mês é mais longo que o salário.  Aqui em casa, a família é enorme, temos dois cachorros grandes, cinco gatos, um galo, duas idosas, uma criança, uma adolescente, eu e meu marido.  É necessário fazer malabarismos com o dinheiro.  O mais curioso é que um mês tão curto e tão adorável como fevereiro, pode se tornar tão pesado financeiramente?  Viver em um país com tudo tão caro, não é para qualquer um. Não há como manter positividade e o astral alto quando a falta de grana mina a sua alegria. Mas, simbora, porque o tempo não para e as coisas não esperam. Sigamos!

Escrever sem amarras

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  Oi, gente! Resolvi fazer esse blog sem saber diagramar, sem layout decente, sem nada, pela pura vontade de escrever, compartilhar meus textos, tornar-los públicos. Quem sabe não posso tocar alguém com a minha escrita? Tanta gente escreve sobre tanta coisa... Pessoas publicam páginas e páginas e sempre tem alguém, que algum dia as lerá. Essa é a minha vontade. Que alguém leia e me goste. Gostei das palavras dessa preta que tem tanto a dizer. Despretensiosamente.  Cheguem. A página é nossa!