O sorriso do jacaré
Certa feita, estava eu a caminho da casa da minha comadre em Lagoinha, um sub,sub,sub bairro de Nova Iguaçu, para visitar as crianças, quando me deparo com, nada mais, nada menos do que um jacaré no meio do mato. Isso mesmo. Um jacaré. O réptil estava todo pimpão, parado, caraminholando lá, suas jacarezices, pegando um sol, com a boca entreaberta e uns 300 dentes a mostra, como se estivesse rindo do meu susto de vê-lo ali, perto da casa da minha comadre, no meio do mato. Quem conhece Lagoinha sabe que é um local de Nova Iguaçu que parece mais o Pantanal. Há partes desse local que nem parecem habitadas, inclusive. Minha comadre morava em um lugar desses com suas duas filhas e o marido, e, para visitá-los, tínhamos que saltar na beira da Estrada de Lagoinha e andar, andar e andar em uma estrada de terra batida ladeada de mato alto. Nada difícil de, de vez em quando, aparecer uns seres inusitados. Tem gente que...