Manifesto para as que merecem respeito e não rosas

 





Manifesto para as que merecem respeito e não rosas


Rosa Araujo


Este pequeno manifesto tem o objetivo de mostrar o desejo de ter as nossas vidas, nossos corpos e nossas individualidades femininas preservadas, cuidadas. Queremos ser felizes e sobrevivermos com dignidade e igualdade em uma sociedade machista, misógina e cruel. 


Deverá ser permitido a partir de hoje e para sempre:


ficarmos vivas, fortes, unidas e que a justiça seja feita em todos os casos em que nos machucarem;


sermos donas e senhoras de nossos corpos;


usarmos as vestimentas que quisermos e não sermos estupradas por isso e nem por não termos o nosso “não” respeitado;


não apanharmos por sermos mais inteligentes que alguns homens;


não sermos violentadas mentalmente e patrimonialmente;


não termos nossa jornada tripla, quádrupla diária romantizada e nem sermos chamadas de “guerreiras”;


termos o direito de ter nossa opção sexual respeitada, sem sermos expostas ou mortas por isso;


termos tempo de descansar, nos autocuidarmos, sem termos que nos preocupar com tempo, hora de voltar para as tarefas diárias do lar ou da profissão;


sermos livres para pensar, sentir, realizar tudo o que projetarmos para nós;


sermos indivíduos em uma sociedade justa, equânime que não queira nos matar e nos diminuir todos os dias de nossas vidas.



Que o oito de março não seja uma data somente para dar rosas, bombons e mimos para as mulheres. Mimos, nós gostamos. Mas, respeito, é bem melhor. Precisamos e merecemos. 





Brasil, 8 de março de 2026.



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